“Obsolescência programada”: mito ou realidade?

fonte: tuftsobserver.org

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A conhecida empresa de benchmarks Futuremark realizou um teste a vários iPhones com diferentes versões do iOS por forma a averiguar se de facto a mítica “obsolescência programada” existe ou não em termos de números.

Para quem não está tão por dentro do tema, a “obsolescência programada” consiste na degradação propositada na performance dos dispositivos por parte das empresas e muito se discute se esta é real ou não. Assim, e apesar de no dia a dia haver muitas pistas que indicam que sim, que é real, os testes da Futuremark indicam o contrário:

Ou seja, em benchmarks, a perda de performance é mínima, mesmo no caso de um iPhone 5s a rodar iOS 11. O problema é que existem dois factores muito importantes que julgo que estes testes não levam em consideração. 

O primeiro tem a ver com o facto destes testes provavelmente terem sido feitos a iPhones “limpos”, ou seja, com uma instalação limpa do iOS, sem qualquer “informação” acumulada do utilizador, algo que acredito contribuir para a lentidão dos dispositivos após vários atualizações de sistema.

Em segundo lugar, as apps. Independentemente se o sistema fica mais pesado ou não, versão após versão, é garantido que as apps sim, tal como mencionamos neste artigo e que demonstra que nos últimos 4 anos, as principais apps cresceram mais de 1000% em tamanho. Se considerarmos que isto acontece em dispositivos que não têm o seu hardware atualizado, é natural que a experiência de utilizador saia prejudicada.

Além disso, considero no caso da Apple que a obsolescência programada é feita mais até pela ausência de algumas das novas funcionalidades dos iOS’s em dispositivos mais antigos, do que propriamente em torná-los lentos.

O que acham da “obsolescência programada”? É mesmo “programada” ou nem por isso?